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Dica de Série

"Stranger Things" - 2ª Temporada
2017
Direção: Vários


Eis que depois do hype criado na primeira temporada, "Stranger Things" volta, prometendo ampliar ainda mais o seu universo, mas, sem se esquecer das características que fizeram o sucesso da série, como um bem-vindo ar de nostalgia, repleto de homenagens a filmes, músicas e games de décadas passadas, mas, tentando ter a sua "própria cara". E, é com satisfação que afirmo que os realizadores dela conseguiram. Mais dinâmica e elaborada que a temporada anterior, esta aqui introduz novos personagens, sem se esquecer daqueles que se tornaram clássicos. O que poderia dar errado (excesso de personagens), acaba dando certo, muito devido aos roteiristas, que, mais do que nunca, souberam trabalhar bem o desenvolvimento dos personagens, sem deixar que a narrativa fique travada ou monótona. Uma temporada que ficou perfeita para se fazer uma "maratona", devido ao dinamismo da estória e ao carisma…
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Filme Mais ou Menos Recomendável

"Thor: Ragnarok"
2017
Direção: Taika Waititi


TERCEIRO LONGA DO DEUS DO TROVÃO É O MAIS DESCARADAMENTE CÔMICO DA FRANQUIA (PARA O BEM E, PRINCIPALMENTE, PARA O MAL)
Com quantas piadas se pode fazer um filme da Marvel? O questionamento pode parecer pejorativo, a princípio, mas, demonstra bastante o modus operanti de como o estúdio realiza as suas produções para o cinema. Incomoda? Não, necessariamente. Uma obra de arte só pode ser considerada boa ou não se, dentro da sua proposta, ela "funciona". E, é aí que "Thor: Ragnarok" peca, pois, já que ele "se assume" como uma comédia, seria de se esperar que boa parte de suas piadas funcionasse. Infelizmente, não é o que acontece. Na maioria das vezes, é tudo tão forçado, com uma necessidade tão grande de fazer rir, que a graça é pouca, com poucos momentos dignos de nota.



O tom debochado, galhofa, fanfarrão, e até meio bobo, já é bem demonstrado na introdução do filme, quando …
Dica de Filme

"Planeta dos Macacos: A Guerra"
2017
Direção: Matt Reeves


CONCLUSÃO DA RECENTE TRILOGIA DO "PLANETA DOS MACACOS" SE MOSTRA COMO UM BAITA DRAMA DE GUERRA, ONDE O CONFLITO É MAIS INTERNO DO QUE EXTERNO
Tem como um blockbuster atual possuir uma carga dramática profundamente intensa? Impossível, não é, mas, ao mesmo tempo está cada vez menos provável assistirmos a uma superprodução do cinema com "substância". Fica a impressão de que o público médio e os grandes estúdios estão numa espécie de acordo tácito que impõe um "limite" pra se fazer esse tipo de filme: os personagens precisam ser rasos, a ação, desenfreada e confusa, e aquela famigerada edição de videoclipe. Portanto, chega a ser não só gratificante, mas, surpreendente, que uma produção como "Planeta dos Macacos: A Guerra" tenha sido realizada em pleno ano de 2017, um "blockbuster" com pouquíssimas cenas de ação, e com um drama pesado, denso e violento, quase com…
Filme Mais ou Menos Recomendável

"Baby Driver: Em Ritmo de Fuga"
2017
Direção: Edgar Wright


A DESPEITO DO SEU TÍTULO EM PORTUGUÊS, "EM RITMO DE FUGA" PERDE RITMO AO LONGO DE SUA NARRATIVA, VIRANDO, AO FINAL, SÓ MAIS UM FILME "COOL"
Muitos, talvez, não se deem conta, mas, cinema também é diversão, também é ambiente para desopilar a mente, esquecer os problemas e embarcar numa história fantasiosa e absurdamente descompromissada. Portanto, não há problema algum com filmes "cool", ou, simplesmente, "legais". O problema está no fato de que, na maioria dos casos, produções que seguem por esse caminho, ironicamente, não conseguem manter a aura "cool" o tempo todo. Ao contrário: é bastante comum esse tipo de filme começar a todo vapor, completamente alucinado, e, aos poucos, ir perdendo fôlego e se rendendo a clichês baratos. E, "Baby Driver", mais novo projeto do diretor Edgar Wrght (de "Scott Pilgrim Contra o Mundo"…
Dica de Filme

"Círculo de Fogo"
2013
Direção: Ghillermo del Toro


MESMO REPLETA DE CLICHÊS, ESTA INTERESSANTE HOMENAGEM NERD DE DEL TORO À MÍTICA DOS ROBÔS GIGANTES DIVERTE E EMPOLGA NA MEDIDA CERTA
O tal do blockbuster hollywoodiano é um troço complicado. Ele precisa se adequar a certos moldes para ser uma autêntica superprodução ao gosto do público médio. Quando não faz isso, é considerado "cabeça demais" para os cinéfilos em geral, e "raso demais" para os mais exigentes ("A Chegada" é um bom exemplo disso). E, há aqueles que se enquadram numa espécie de meio termo: nem são ousados o suficiente para fugirem dos padrões dos blockbusters, nem são abertamente descompromissados, no sentido mais absurdo da expressão "desligue o cérebro, e se divirta". Nesses casos, passa uma tremenda sensação de possibilidades não realizadas, mesmo que o componente "diversão" seja de ótima qualidade. É o que vamos encontrar em "Círculo de Fogo&q…